segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal/2013

Caríssimos irmãos e irmãs
Paz e bem!


O Natal é um Tempo terno e cheio de beleza que contagia, que ilumina os corações e faz resplandecer a luz do Emanuel, que continuará sempre conosco.

Uma grande notícia é anunciada a todos! É que nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Este é um sinal indicativo para que possamos encontrar um Menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. Na contemplação podemos ver a profundidade da cena e o sinal que nos é dado.

Uma manjedoura, um bebê, a mãe Maria e José meditando: "Verdadeiramente Tu és um Deus."

Nenhuma ostentação exterior, nenhuma consideração, na vilazinha de Nazaré tudo e todos eram indiferentes.

Naquela noite apenas alguns pastores que cuidavam de seus rebanhos... E tudo isso é proposital: Ele
escolheu a pobreza, a nudez. Ele desprezava o que os homens consideram: a riqueza, o esplendor, a condição social.

No entanto, Ele é a Palavra que se fez carne, coberta com um corpo de luz. Ele está no mundo que Ele mesmo criou e o renova continuamente, mas que é um mistério a ser revelado aos simples. Retornando, se encontra nesta terra criada por Ele e para Ele.

"Deus tornou-se o portador da carne, para que o homem pudesse tornar-se o portador do Espírito". Você acredita e por isso O adora!

Que o mistério deste mistério inunde nossos corações para que, unidos, saibamos discernir com serenidade e lucidez o caminho que Ele nos aponta.

Felicito a todos os meus irmãos e irmãs desejando um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de sonhos a serem realizados!

Com carinho franciscano,

Denize Aparecida Maum Gusmão

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Curso de História Franciscana

Estimados irmãos e irmãs,

“O Senhor faça resplandecer sobre nós a sua face!”

Atendendo a um anseio da Família Franciscana do Brasil, temos a alegria de comunicar que estamos reativando o Departamento de História Franciscana (DEHIF).

Haverá um Curso de História Franciscana destinado a todos os interessados, quer estejam já trabalhando, pesquisando, escrevendo, ou não, mas que estejam, sobretudo, interessados em preservar a memória histórica de suas instituições.

Segue em anexo as informações complementares.

O bom Deus nos abençoe!

Fraternalmente,
Neves Policarpo

Coordenadora da Família Franciscana do Brasil
e-mail: ffb@ffb.org.br
skype: coordenacaoffb
www.ffb.org.br

Link para a programação do curso:
https://www.dropbox.com/s/f34aqj9i590iucw/Curso%20DEHIF-%202014.doc

Curso para formação de formadores/2013

(informações enviados pela Denize).

CIOFS - CURSO PARA FORMADORES

O Curso foi realizado de 09 a 15 de dezembro de 2013, na cidade de Córdoba / Argentina, na Casa de Retiros Irmã Catarina Maria, assessorado pelo irmão Benedetto Lino, Conselheiro da Presidência do CIOFS.

Participaram do Curso formadores Nacionais e membros de equipes nacionais de formação dos seguintes países: Uruguai, Paraguai, Brasil, Bolívia, Equador e Argentina, totalizando 25 participantes.

Pelo Brasil participaram a Coordenadora de Formação Nacional, Maria Bernadette Amaral Mesquita e Denize Aparecida Marum Gusmão, membro da equipe de Formação Nacional e Ministra Regional de São Paulo.

Os temas abordados foram:
1. O que é a Formação
2. Eclesiologia e Teologia dos Leigos
3. Vocação - Carisma e Missão do Cristão e do Franciscano Secular
4. Natureza da OFS
5. História da OFS e de suas Regras
6. A Profissão do Franciscano Secular
7. Conclusões - Comentários - Troca de experiências - Projetos para os diferentes países para implantarem o Curso

Os temas foram abordados na parte de manhã e refletidos em grupo na parte da tarde, seguido de plenário  e partilha.

Além do conteúdo riquíssimo apresentado de maneira brilhante pelo assessor, enriqueceu o curso a convivência com os irmãos de diferentes realidades e os momentos de oração.

Deus seja louvado por essa grande graça!

Fotos (clique para ampliar)

Denize, Benedetto e Bernadette

Benedetto Lino e Ministro Nacional da Argentina




Casa Catarina Maria - Vila Allende - Córdoba

Foto oficial do grupo de participantes

Min. Nac. Argentina, Bernadette, Benedetto e Denize

Participantes

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Vem, Senhor Jesus!

 Irmãos e Irmãs,

O tempo do Advento prepara o povo de Deus para a celebração da vinda do Senhor. Podemos refletir em três momentos de sua vinda. O primeiro chamado histórico: assumindo nossa fragilidade, Jesus se fez um de nós. Este mistério celebramos no Natal.

O segundo momento remete ao futuro, quando Ele voltará para estabelecer definitivamente o Reino de Deus; nos faz abrir os olhos e o coração para a segunda vinda do Senhor. Nesse sentido, aclamamos em cada missa: “Vinde, Senhor Jesus”!

O terceiro momento é aquela que acontece hoje, em nossos dias. Tal vinda se realiza na celebração eucarística, quando parte o pão e dá-nos de beber de seu cálice; quando Ele nos reúne em Fraternidade, abrindo nossos olhos para perceber sua presença nos irmãos e irmãs; quando nos fala nas Escrituras.

Acontece também quando desanimamos sob o peso da cruz. Então Ele se aproxima como um amigo, e nos faz prosseguir. Nesse momento o Senhor alimenta nossa fé, nutre nossa esperança, acende em nosso coração a chama do amor. Ele nos faz recobrar a vida.

Sim, o Senhor veio, o Senhor vem, o Senhor virá!

Queridos irmãos e irmãs, vamos abrir nossos corações, vivamos a paz, pratiquemos o bem, guardemos nossa fé.

Que o nosso coração seja uma manjedoura que acolha o Menino Jesus; que o nosso lar seja uma gruta, onde Maria e José encontrem abrigo e que nossa Fraternidade seja um grande presépio, onde Jesus possa ser reconhecido e acolhido como Senhor e Salvador!

Denize Aparecida Marum Gusmão

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"A graça de trabalhar" - Carta do Ministro Geral dos Frades Menores Capuchinhos


Carta de Fr. Mauro Jöhri, Ministro Geral dos Frades Menores Capuchinhos para a convocação do VIII Conselho Plenário da Ordem

A todos os Frades Menores Capuchinhos,
Às irmãs Clarissas Capuchinhas,
Aos irmãos e irmãs da O.F.S.

1.    O VIII Conselho Plenário da Ordem
Caros irmãos e irmãs,
   
Na Carta Programática que enviei aos 02 de fevereiro do ano corrente, anunciei que, em comunhão com os irmãos Definidores, decidimos convocar um Conselho Plenário da Ordem com o tema “a graça de trabalhar”. Naquela ocasião acenei brevemente as motivações que deram origem à convocação deste evento. Com esta missiva, desejo propor alguns aprofundamentos sobre o tema e o faço compartilhando convosco fatos que pertencem à minha história pessoal. Dentro de pouco, tempo agradecerei ao Senhor pelo 50º aniversário de pertença à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e durante este tempo assisti a muitas mudanças.  Vivi a maior parte da minha vida na Europa e é verdade que os olhos com os quais vejo os fatos e eventos são aqueles de um europeu. Todavia, posso afirmar que o conhecimento da Ordem adquirido em sete anos no serviço como Ministro geral, confirmam que muitas mudanças que encontro na Europa, por causa do processo de globalização, estão  se expandindo progressivamente em todos os continentes. Desejo ainda sublinhar que o próximo CPO deveria traçar uma linha de continuidade com os dois imediatamente precedentes, que nos ajudaram a refletir sobre os temas: “Viver  a pobreza em fraternidade” e “Viver a nossa vida fraterna em minoridade”.

A reflexão sobre o trabalho nos coloca em relação com as fontes do nosso sustento e o trabalho que fazemos deve levar em conta dois valores centrais da nossa vida: a fraternidade e a minoridade. Estes aspectos serão aprofundados e desenvolvidos durante a preparação do evento que, desejo seja vivida, como uma ocasião de diálogo e formação para os frades.

Caros irmãos e irmãs, com alegria e viva esperança, convoco o VIII Conselho Plenário da Ordem, com o tema A Graça de Trabalhar, para Assis, em nosso Convento “Cristo Ressuscitado”, de 26 de outubro a 21 de novembro de 2015!

2.    À escuta de São Francisco de Assis

Os frades a quem o Senhor deu a graça de trabalhar, trabalhem fiel e devotamente, de modo que, afastando o ócio inimigo da alma, não extingam o espírito da santa oração e devoção, ao qual as outras coisas temporais devem servir. Como mercê do trabalho recebam para si e seus irmãos o necessário para o corpo, menos dinheiro ou pecúnia, e isso humildemente, como convém a servos de Deus e seguidores da santíssima pobreza (RB V).

E eu trabalhava com minhas mãos (cfr. At 20,34), e quero firmemente que todos os outros frades trabalhem em trabalho que convém à decência. Os que não sabem, aprendam, não pela cobiça de receber o preço do trabalho, mas pelo exemplo e para repelir a ociosidade.E quando não nos derem a recompensa do trabalho, recorramos à mesa do Senhor, pedindo esmola de porta em porta (Test 20-22).

Estas palavras simples e fortes que São Francisco nos entregou na Regra e no Testamento, acompanharam inteiras gerações de frades ao longo dos séculos e continuam a ser fonte de reflexão e sã provocação também para nós. As palavras do Seráfico Pai nos alcançam num tempo e numa sociedade onde ocorrem mudanças radicais justamente no campo do trabalho, com consequências que impõem uma séria revisão sobre o nosso modo de sustentar-nos. Os processos da globalização e da secularização, criaram  um modo novo de conceber o homem e suas atividades;  a isto se acrescenta um progressivo afastamento da Igreja e dos conteúdos espirituais, éticos e sociais por esta anunciados. Certamente estas mudanças não chegam a todos os países do mundo com a mesma intensidade, mas devemos reconhecer que a mudança é de dimensões notáveis e frequentemente verificamos seu influxo e as consequências também na vida religiosa.

Estas breves e sintéticas reflexões estão na origem da proposta de viver um momento forte de reflexão que resumi no tema a graça de trabalhar. Nesta carta, consciente de que não sou nem um historiador nem um sociólogo, tentarei aprofundar  as considerações descritas acima. Escolhi compartilhar e narrar o que eu mesmo vivi e observei durante os anos da minha vida de frade capuchinho.

3.    Diminui o trabalho pastoral.

No final do meu relatório ao capítulo geral de 2012 observava:  “ Nós capuchinhos, especialmente nos países do  hemisfério  Sul do mundo, estamos muito empenhados no campo da pastoral. Existem circunscrições  onde a maior parte dos frades são dedicados ao trabalho paroquial. Aqui e ali os bispos começam a pedir-nos que entreguemos as paróquias que há um tempo confiaram aos frades, porque dispõem agora de um bom número de sacerdotes diocesanos. Seja esta a ocasião para diversificar o nosso serviço à Igreja e ao povo de Deus, abrindo-nos a novas formas de presença evangelizadora, prestando particular atenção àquelas formas que promovem a paz e o diálogo entre grupos e povos diversos.”(382)

Esta afirmação pode parecer em contradição com o pedido de alguns bispos europeus e norte-americanos que pedem a presença de nossos frades provenientes da jovens circunscrições ricas em vocações, para lidar com a escassez de presbíteros em suas dioceses. Não sou contrário a que os frades das circunscrições jovens assumam compromissos pastorais além dos confins de seus países, mas considero honesto alertá-los a respeito do fenômeno da secularização que está corroendo de modo significativo e rápido a prática religiosa. Notamos ainda que o próprio modo das pessoas que vivem no hemisfério norte do mundo mudou profundamente. A ação pastoral tradicional, concentrada sobretudo em atingir o maior número possível de pessoas através dos sacramentos  sofreu notáveis mudanças e cada âmbito cultural e social apresenta características próprias que impõem adaptações e inovações aos irmãos das novas circunscrições que não compreendem as mudanças em andamento e desejam reproduzir a ação pastoral de seus países de origem, arriscando de, mais cedo ou mais tarde,  abandonar o trabalho pastoral e de voltar às circunscrições de onde vieram.

Além disso, o número de pessoas que tacitamente e com declarações públicas renunciam sua pertença à Igreja, é em constante aumento, nos países que até não muito tempo faz, haviam uma presença católica muito consistente. Refiro-me de modo particular ao norte da Europa, mas isto vale também para o Canadá de língua  francesa e outros países ainda. Estamos conscientes de que nos espera um trabalho pesado de nova evangelização, mas ao mesmo tempo constatamos a diminuição constante do trabalho pastoral e falo de modo particular daquele do tipo tradicional, pelo qual recebemos normalmente uma oferta.

As possibilidades de novas atividades pastorais não faltam, mas em muitas destas não poderemos esperar nenhuma compensação.

Prossigo a análise, apresentando uma situação que há anos acompanha a vida da nossa Ordem: a diminuição das contribuições ao caixa central da solidariedade econômica. A consequência deste decréscimo  é a dificuldade sempre mais evidente em contribuir com os numerosos pedidos de subsídio apresentados pelas Circunscrições mais jovens da nossa Ordem, em particular da África e da Ásia. Muitas Províncias, que no passado compartilhavam generosamente parte das ofertas recebidas e do provento do trabalho dos frades com outras circunscrições, hoje não podem mais fazê-lo, ou o fazem somente de modo muito reduzido. O que aconteceu? Quais são as razões desta diminuição?

Todos afirmam, é verdade, que a causa principal deve-se atribuir à crise econômica que atingiu a Europa e outros continentes. Verificamos que estão diminuindo drasticamente as ofertas, mas também as entradas, fruto do trabalho dos frades, sofreram uma significativa diminuição. Atribuímos este fenômeno também ao decréscimo das vocações que ocorre em muitas Províncias e ao redimensionamento sem precedentes das nossas presenças. A idade média nas Províncias de fundação secular está em constante aumento; geralmente a maior parte das entradas das fraternidades é constituída pelos proventos das pensões  de aposentadoria e  este dinheiro vem usado em grande parte para cuidar dos frades anciãos. E é justo que seja assim, mas deste modo vem a faltar aquele excedente de Providência que um tempo vinha repartido com os nossos irmãos que viviam em contextos muito pobres, onde as pessoas não tinham condições de contribuir economicamente para com o trabalho e o ministério oferecidos.


4.    “Rezem por nós!”

Além do que já descrevemos acima, considero que as razões dessa crise são ainda mais profundas e são imputáveis a algumas mudanças de mentalidade em andamento na nossa sociedade. Desejo dar alguns exemplos tirados da minha experiência de frade capuchinho.  Poucas semanas após ter vestido o hábito capuchinho no noviciado de Arco de Trento, fui enviado com os outros irmãos noviços ao campo, nos arredores, para esmolar uva. Isso nos permitia produzir um bom vinho sem nenhum custo. No curso do ano, eram sobretudo os irmãos leigos da fraternidade a sair para pedir azeite, batatas, lenha e outros produtos.

Um irmão ia quotidianamente à cidade para esmolar pão. A grande horta do convento nos fornia de fruta e verdura em abundância. Notemos que não estou contando episódios do início de 1800, mas datam de 1964, 50 anos atrás!

Voltando à Suíça para o estudo de teologia, na primavera e no outono, suspendíamos por uma semana os estudos e todos saíam para os vilarejos no entorno para esmolar. Normalmente o povo nos dava dinheiro e, salvo alguma  rara exceção, éramos acolhidos com grande cordialidade. Por quê as pessoas eram generosas conosco e não batiam a porta na nossa cara? Creio poder dizer que, entre as pessoas que nos beneficiavam e nós frades, existia um pacto não escrito, mas que vinha respeitado com fidelidade e eficácia. Explico-me: no coração e na mente do povo, nós frades, éramos aqueles que, tendo escolhido dar a vida a Deus, tínhamos uma tarefa particular: a oração de intercessão por todas as pessoas que, com suas ofertas e seus dons, nos manifestavam a Providência do Senhor.

A nossa vida de oração e de renúncia cumpria e integrava aquela parte de devoção que a maior parte dos fiéis não tinha condições de viver, mas que considerava boa e necessária. Dito de modo sintético, o raciocínio é este: “Vocês frades rezam e levam uma vida austera e os frutos de tal conduta de vida diante de Deus retornarão também em nosso favor. Vocês transbordam a medida com o que seríamos chamados a fazer todos nós, mas por tantos motivos contingentes não conseguimos cumprir, por isso têm o direito de bater à nossa porta e  de pedir uma ajuda para o vosso sustento. Vocês rezam também por nós e nós estamos dispostos a apoiar-vos!” Aos olhos do povo de Deus a nossa presença havia um valor  fortemente simbólico.

Esta, trazia alguma coisa de tranquilizador e interferia na relação de cada um com Deus. Éramos considerados como homens capazes de apresentar ao Senhor as pessoas e as situações que estas viviam e esta intercessão vinha honrada com grande generosidade. Quantas vezes ouvimos dizer: “reze por mim!” E a pessoa que nos dizia isso colocava dinheiro em nossas mãos. Muitas pessoas continuaram a dar-nos ofertas mesmo depois que os irmãos não saíam mais para pedir. Depois da metade dos Anos Sessenta, apesar do padrão de vida na Europa e na América do Norte ter melhorado notavelmente, os frades capuchinhos, por causa do seu estilo de vida simples e pelo empenho profuso no trabalho missionário, gozaram sempre da ajuda de tantas pessoas. Existia a vontade de ajudar, de partilhar; confiavam em nós, certos de que a oferta chegaria com certeza, à destinação e serviria a qualquer coisa de bom e útil.

5.    A mudança

O contexto sócio-religioso e a trama de relações que descrevi até aqui e na qual vivi não existem mais, ou melhor, lhes encontramos de modo marginal. Aquele pacto silencioso entre os frades e o povo progressivamente foi-se quebrando.  Não muito raramente acontecia que, batendo em alguma  porta, se ouvisse esta pergunta: “ Senhor, para qual organização ou obra está recolhendo fundos?” O enfraquecimento do nosso liame  com o povo encontra sua explicação seja em relação à passagem do mundo rural àquele industrial e depois tecnológico, seja na forte influência que o processo de secularização  exerce sobre o nosso modo de viver o Evangelho e a vida religiosa. Uma das consequências desta mudança é que também a nossa sustentação não usufrui mais das fontes que a alimentavam no passado. Esta constatação torna urgente a reflexão sobre o nosso trabalho para que adotemos escolhas que nos ajudem a olhar pra frente com a confiança n’Aquele  a quem pedimos o pão de cada dia.

As novas gerações de frades, seja na Europa que fora dela, não conheceram  o esmolar, mas certamente, também estas, foram beneficiadas pela generosidade do povo para conosco e isto graças àquele pacto acima descrito. Partilhamos o quanto recebemos e também parte do fruto do nosso trabalho, porque éramos conscientes de pertencer a uma única fraternidade internacional. A condivisão  foi possível porque os frades procuraram viver sem tergiversar o que afirmam as nossa Constituições:  “Tudo o que os frades recebem como compensação  do trabalho prestado pertence à fraternidade e deve ser, portanto, entregue integralmente ao superior.”  Cada casa passava o excedente à vida ordinária da Província e esta por sua vez, transferia o dinheiro à Cúria geral, que pensava como atender às necessidades daquelas Circunscrições que não tinham condições de sustentar-se autonomamente.

Na Igreja, os Capuchinhos pertencem às Ordens Mendicantes, esta denominação, que continua a figurar nas páginas do Anuário Pontifício, exprime a disponibilidade à itinerância, a uma vida pobre e essencial que não nos faz donos de nada.   Como pobres, somos chamados a viver do nosso trabalho, conscientes  de que o próprio ministério pastoral está sofrendo uma forte transformação. Um dos últimos sinais do pacto entre nós e o povo que continua a subsistir, mesmo que de forma sempre mais reduzida, é a oferta que recebemos para celebração das santas missas, mas também neste caso a diminuição parece ser irreversível.

Diante destas transformações nós não podemos permanecer passivos, com os braços cruzados; em cada parte do mundo, somos chamados a interrogar-nos sobre como entendemos sustentar-nos. O critério fundamental que deve guiar a nossa reflexão e que neste escrito desejo afirmar com força e clareza é este: o trabalho de cada frade individualmente deve estar em sintonia com o primado da vida fraterna. A inevitável especialização que uma atividade laboral exigirá, será capaz de salvaguardar este princípio? Quais são, por consequência, as escolhas que somos chamados a fazer e a promover? E qual tipo de vida fraterna entendemos promover num contexto profundamente mudado?


6.    Qual tipo de fraternidade ?

Reflitamos agora sobre outra transformação que acontece em nosso meio e que incide fortemente no nosso modo de viver. Refiro-me ao pessoal que assumimos nas nossas dependências para vários serviços, dentro das nossas fraternidades. Existe quem se ocupe da cozinha, quem faz limpeza, quem lava e passa nossas roupas, quem atende ao telefone e abre a porta às visitas, quem cuida dos nossos enfermos. A maior parte destas pessoas recebe um estipêndio pela sua prestação.

Reafirmo o dever moral de cada fraternidade para com os empregados: se aja  sempre com justiça, no pleno respeito das leis vigentes nos vários países, observando todas as normas em matéria  tributária e de seguridade. Assumimos pessoas que nos servem e isto não é um fato irrelevante, mas ouso afirmar que esta prática tem também mudado progressivamente o rosto e inclusive a identidade das nossas fraternidades. A presença de pessoal remunerado nos permitiu estar mais livres para  o trabalho pastoral, nos dispensou de fazer trabalhos que consideramos pouco ou nada gratificantes, como aqueles domésticos. Em muitos casos, mantendo in loco um número demasiado reduzido de frades. Estas considerações evidenciam como a vida fraterna já vem concebida e estruturada em função da atividade pastoral. As nossas casas correm o risco de se parecerem mais com casas paroquiais do que com conventos de irmãos que vivem a minoridade e a pobreza! Este modo de conceber e viver a vida fraterna enfraqueceu muito o seu significado simbólico e as consequências são a facilidade com a qual cedemos a comprometimentos: nos dispensamos da oração comunitária, das refeições em comum, da recreação e da celebração dos capítulos locais. Temos demandado grande parte do trabalho manual a terceiros e, agora, por causa da diminuição das entradas, somos constritos a rever a nossa práxis e as nossas escolhas.

Caros irmãos e irmãs, coloquemo-nos uma pergunta que deseja abrir uma reflexão sobre o nosso viver pessoal e fraterno: estamos dispostos a fazer da crise econômica, com todas as relativas consequências acima acenadas, uma oportunidade para verificar que tipo de vida fraterna queremos viver? A reação que normalmente observo diante de problemas econômicos é aquela de procurar proteger-se de modo precipitado, avaliando as situações  somente do ponto de vista técnico e econômico. Somos chamados a redimensionar e a repensar o nosso estilo de vida. É assim impossível que assumamos e distribuamos os diversos deveres e serviços próprios da  vida fraterna, propondo com força este valor desde os primeiríssimos tempos da formação inicial? (Const. 30,3). Estamos dispostos a fazê-lo com muita honestidade, vendo nisto uma oportunidade única para verificar a qualidade das nossas relações, nas quais podemos experimentar a beleza e a alegria de servirmos uns aos outros? Não se trata unicamente de reapropriarmo-nos do trabalho manual, mas de readquirir alguns valores originais e vivos da nossa vida fraterna.

No futuro, seremos chamados a diversificar, de modo significativo, as nossas atividades de trabalho e devemos fazê-lo privilegiando os princípios que guiam a vida fraterno-evangélica. É pois, impensável, que possamos viver como tantos irmãos e irmãs ou tantas famílias, que não podem permitir-se haver uma doméstica ou outros empregados e que para chegarem ao fim do mês devem manter estilo de vida sóbrio e essencial? Na medida em que cada irmão crescerá no senso de pertença à fraternidade, contribuirá para eliminar as comparações e diferenças que são frequentemente causa de sofrimentos e incompreensões: o frade que exerce um ministério  ou profissão  bem remunerados e aquele que se dedica majoritariamente aos trabalhos domésticos ou às atividades sociais sem nenhuma remuneração, contribuem de igual modo ao bem da única fraternidade. Desejemos que esta consciência se consolide sempre mais como patrimônio precioso das nossas relações. 

7.    O valor do trabalho para o frade

O trabalho não tem valor somente enquanto meio de sustento, mas é uma possibilidade dada à pessoa para que dê sentido à própria vida, contribuindo para a realização da própria humanidade.  Assistimos consternados ao drama de quem fica longo tempo sem trabalho e vemos as consequências negativas que o desemprego produz nos âmbitos psicológico, relacional e familiar. Estas situações, às vezes dramáticas, nos ajudam a compreender porque é sensato usar o termo Graça quando falamos do trabalho. Cada um de nós gostaria de exercer um trabalho gratificante e possivelmente criativo que nos permita individualmente desenvolver plenamente os nossos dotes e portanto realizar a nós mesmos seguindo as próprias aspirações. Trata-se de um desejo legítimo que porém não pode entrar em conflito com as exigências da vida fraterna e do serviço recíproco. As escolhas inerentes à preparação ministerial a ser oferecida a cada frade, não podem ser adotadas sem levar em conta as exigências do bem comum. Deve-se trabalhar tendo presente, seja as atitudes do indivíduo que as necessidades da fraternidade, de modo particular daquela Provincial. O uso desse critério pode levar a experimentar momentos de tensão e algumas vezes acontece de pedir ao frade que acolha uma proposta que não corresponde às suas expectativas. Obrigado, irmãos, por todas as vezes que acolhestes alguma coisa que não vos agrada completamente, baseando o vosso sim no Conselho Evangélico da Obediência e no serviço à fraternidade. É necessário pedir ao Senhor a Graça de tornar concreto e visível o que afirmamos e  pregamos a respeito da obediência, do sacrifício, da disponibilidade em servir até doar a própria vida pelo crescimento dos outros. Acolher a proposta de um trabalho ou de um serviço fraterno interpela a dimensão da nossa própria fé e exige uma contínua educação à oblatividade  e à gratuidade.

Partilho agora uma situação que me suscita perplexidade e interrogações: Um bom número de frades teve a oportunidade de estudar, de concluir os estudos conseguindo o título de mestrado e ou doutorado. Infelizmente, constato que uma boa parte destes frades não coloca a serviço  os conhecimentos adquiridos, às vezes porque são destinados a fazer outra coisa, outras porque se recusam a transmitir o que receberam.

Como pode ser que tantos dos nossos laureados, uma vez terminados os estudos, desertam completamente das trilhas da pesquisa e  se conformam simplesmente em repetir sempre as mesmas coisas?

8.    Capazes de dizer ”obrigado!”

Às vezes tenho a impressão de que entre nós falte o senso do reconhecimento. Não se é capaz de dizer “obrigado!”. Quando visito as Províncias, acontece frequentemente um embate com uma série de reivindicações: Queremos mais computadores, mais meios de transporte e outros instrumentos que nos façam sentir mais confortáveis e atualizados. Em poucas ocasiões ouvi palavras de gratidão por tudo o que temos que, na quase totalidade das Circunscrições, é certamente muito superior ao nível médio do padrão de vida das pessoas. A Ordem nos permite a dedicação  em tempo integral ao estudo, liberando-nos da preocupação com o dinheiro e das obrigações que tantos cidadão devem honrar (impostos, seguros, etc.).

A gratidão se manifesta distribuindo do que adquirimos no tempo do estudo, trabalhando no campo do ensino e da animação cultural. O agradecer torna-se também concreto lavando os pratos e limpando o toalete.  Colocar em comum o fruto do nosso trabalho nos permite viver dignamente, mesmo com pouco, e partilhar com os outros parte do que a Providência depõe nas nossa mãos. Esta é uma dimensão fundamental da nossa vida;a sua realização depende fortemente do senso de pertença à Ordem e à fraternidade que desenvolvemos ao longo do caminho da formação inicial e que cultivamos acuradamente  durante toda a nossa existência.

As nossas Constituições nos permitem “depositar o dinheiro realmente necessário em bancos ou outros institutos semelhantes, mesmo com juro moderado” (66,3).  Na Ordem, existem Circunscrições que confiaram a terceiros, terrenos ou imóveis de sua propriedade e pelos quais recebem uma renda regular. Outras Circunscrições de fundação recente, esforçam-se para realizar projetos de autossustentação com  a intenção de produzir um ganho regular. Até que ponto podemos percorrer esta estrada?  A realização de projetos, especialmente aqueles ligados ao uso agrícola  de terrenos, revelou-se extremamente difícil e longe de ser rentável. Considero que não podemos, de maneira alguma, imaginarmo-nos financiados unicamente por este meio. Seria contrário ao voto de pobreza e nos afastaríamos muito daquelas pessoas que as Constituições descrevem  “em modestas condições” (66,3). Penso que seja sensato um rendimento modesto produzido por somas investidas ou por imóveis alugados, que possa ser utilizado para financiar em primeiro lugar o trabalho dos nossos frades dedicados a obras sociais a serviço dos pobres e pelas quais não recebem estipêndio. Porém, mesmo nestes casos, não deveria faltar o dever da caridade e solidariedade partilhadas entre nós, que sintetizo  e confio à responsabilidade que cada um de nós tem diante de Deus e dos irmãos: Recebi a graça de trabalhar e consciente de que tudo é dom, entrego o meu estipêndio, o dinheiro que recebo a título de oferta, à minha fraternidade, contente por sustentar as necessidades dos meus irmãos, e em dar suporte à obra de quem trabalha com os pobres e os últimos da terra.

9.    Concluindo

Caros irmãos e irmãs, a intenção desta carta é aquela de ativar a reflexão sobre o nosso trabalho e da Graça que este representa. Quis assinalar algumas situações sem a pretensão de exauri-las. Trabalharemos juntos nas várias fases que precederão, acompanharão e seguirão à celebração do Conselho Plenário da Ordem e desde já vos peço a disponibilidade para dar generosamente a vossa colaboração. Desejo, sobretudo, evidenciar que estamos ao ponto de uma reviravolta, seja para o que concerne à fraternidade enquanto tal, seja para o frade individualmente e por isso desejo encarregar alguns irmãos para que preparem uma contribuição baseada na nossa história e nas nossas fontes. É necessário rezar, refletir, procurar novas vias, e fazer escolhas inovadoras. Por isso é importante que toda a Ordem, que somos todos nós, deixe-se envolver neste tipo de reflexão e a comunique aos outros.

Para a preparação do CPO, constituímos um grupo de trabalho para que elabore ulteriormente o quanto esbocei nesta carta e que prepare um instrumento de reflexão que será enviado a todos os frades. A vossa contribuição permitirá que, depois, os frades que se reunirão por um mês em Assis, elaborem uma série de proposições a serem enviadas a toda a Ordem com o objetivo de orientar concretamente o nosso caminho.

Os irmãos da Comissão Preparatória são:
Fr Stefan Kozuh, Vigário geral, presidente;
Fr. Hugo Mejía Morales (Def. Ger.), vice-presidente;
Fr. Francisco Lopes (PR Ceará- Piauí, Brasil), secretário.
Membros:
Fr. Giovanni Battista Urso (PR Calábria, Itália);
Fr. Mark Joseph Costello (PR Calvary, USA);
Fr. Moses Njoroge Mwangi (VG Quênia, África);
Fr. Nithiya Sagayam (PR Tamil Nadu Norte, Índia).

Caros irmãos e irmãs, trago no coração a alegre certeza de que o Espírito do Senhor já está nos ajudando a fazer escolhas essenciais, simples e incisivas e desejo que esta beleza venha narrada e difundida entre nós. Apoiemos-nos mutuamente e recordemo-nos uns aos outros que a Graça do Senhor sustém e acompanha a nossa vida e o nosso trabalho. Cada um de nós com o olhar direcionado para Cristo e Francisco faça a própria parte. Quero que esta carta chegue às mãos de cada irmão da nossa Ordem, portanto, peço aos Ministros provinciais e Vice-provinciais, Custódios e Delegados, que providenciem para que isto possa acontecer do modo mais rápido possível. Obrigado!

Saúdo a cada um(a) de vocês com fraterno afeto,

Fr. Mauro Jöhri
Ministro geral

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Celebrações Franciscanas no Ano da Fé

Queridos irmãos e irmãs,

Iniciando as celebrações franciscanas neste Ano da Fé, somos chamados a reavaliar a nossa caminhada, desde o momento em que fizemos a nossa opção pelo Projeto Franciscano de vida.

Lembrando de que a chama do carisma franciscano permanece acesa graças à abertura apaixonante de São Francisco pela fé no Evangelho.

As palavras deixadas pelo Seráfico Pai aos seus filhos e filhas são refletidas nas palavras que o Papa dirige a todos os cristãos:
“Aquilo que o mundo tem hoje, particular necessidade é o testemunho de fé de homens e mulheres, que iluminados pela Palavra do Senhor, são capazes de iluminar o coração e a mente de outros irmãos ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim”.

O mundo está vibrando com o carisma franciscano, manifestado nas atitudes de Francisco, que o Papa veio reavivar no século vinte e um.  E nós, como estamos vivendo esse carisma como seus legítimos herdeiros?

Desejo a todos uma Santa e Feliz Festa de São Francisco, esperando que a chama do Amor e da Fé permaneça acesa cada vez mais no coração de cada irmão e irmã.

Fraternalmente,
Denize Aparecida Marum Gusmão

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carta da Ministra Geral com um programa de Oração da OFS e da JUFRA





2013
Setembro: Pela Família Franciscana,  para que trazendo consigo o dom que o Espírito Santo deposita no coração de todos os irmãos e irmãs, possam olhar com os olhos de Cristo, viver a vida como Cristo a viveu e compreendê-la como ele a compreendeu. Pai Nosso.
Outubro: Pelos Ministros Gerais da Ordem Primeira e da TOR, para que seu testemunho de vida evangélica possa encorajar todos os franciscanos do mundo a viverem com serenidade e ardor apostólico sua vocação e missão. Pai Nosso
Novembro: Pelos falecidos da Família Franciscana, para que o Senhor lhes conceda a plenitude de vida de comunhão com todos os santos.  
Pai Nosso.
Dezembro: Pelos Pequenos Arautos (Mini JUFRA), para que sintam a presença do amor de Deus através de nós e de obras santas, que brilhem aos olhos dos outros, como exemplo. Pai Nosso.
2014
Janeiro: Pela OFS e JUFRA na África, para que sejam instrumentos da paz e do bem e, por meio de uma vida evangélica, à maneira de Francisco, possam ser sal e luz na sociedade em que vivem. Pai Nosso
Fevereiro: Pela OFS e JUFRA na América, para que com sua consagração secular possam reconstruir a Igreja, testemunhando o carisma franciscano, passando do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho. Pai Nosso
Março: Pela OFS e JUFRA da Ásia,  para que sejam embaixadores da reconciliação na fraternidade cósmica, do diálogo com outras religiões, da comunhão entre as diferentes culturas asiáticas, apresentando o Cristo como Caminho, Verdade e Vida. Pai Nosso.
Abril: Pela OFS e JUFRA na Europa, para que sejam construtoras da civilização do amor à base de uma fé viva em Cristo, que possa renovar as pessoas, as famílias, a Igreja e a sociedade, com o entusiasmo e a alegria de São Francisco de Assis. Pai Nosso.
Maio: Pela OFS e JUFRA da Oceanía, para que sejam instrumentos do Reino de Deus na diversidade cultural e religiosa em que vivem, à base de uma identidade cristã fiel e aberta ao diálogo construtivo, colaborando pelo bem comum. Pai Nosso.
Junho: Pelo Papa, para que o Senhor lhe conceda força física, psíquica e espiritual necessárias para a realização de seu ministério, como sucessor de São Pedro, com os Cardeais e toda a Igreja. Pai Nosso.
Julho: Pelos Assistentes Espirituais, para que sejam testemunhas alegres  e generosas do espírito evangélico de São Francisco e o exerçam com afeto fraterno e res-ponsabilidade seu serviço espiritual e pastoral, para com a OFS e a JUFRA    Pai Nosso.
Agosto: Pela Presidência do CIOFS   para que possa viver o verdadeiro poder, que é serviço, construindo pontes no local onde se erguem muros de divisão. Pai  Nosso.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Novo Conselho Regional Sudeste III se reúne pela primeira vez

 
O Conselho Regional da Ordem Franciscana Secular, Região Sudeste III, reuniu-se neste sábado (14/9), na sede da Fraternidade das Chagas, no Largo São Francisco (SP), pela primeira vez. Sob a coordenação da Ministra Regional Denize Aparecida Marum Gusmão, o encontro teve como objetivo principal a apresentação dos serviços para os novos membros. Além disso, foram nomeadas algumas funções e refeita a agenda até o final do ano.

Além da Ministra, o Conselho é composto por:

Vice-ministro Antonio Carlos Alves;

Conselheiros (as): Ana Maria Rodrigues Lima; Nercy Lima Correia; José Edson da Silva Diniz; Jalile Yared Barros Sene; Terezinha Antunes Camargo Simão; Terezinha Antunes Camargo Simão; Deivid Alex Gomes; Angelina Lopes Costa; Eduardo Aparecido Martins de Melo; Herminia Elpirio Costa Santucci; Domingos Sávio Plotegher (Fritz); Lauro Antonio Baruqui Pirolla; Ana Angélica Lopes Pereira; Samara Fernandes Carpena; Elton Aparecido Michetti; e Maria das Graças Silva de Souza;

Coordenador de Formação: César Augusto Galvão;

1ª Secretária Edite Costa Beber; 2ª Secretária: Rita de Cássia Rocha Bastos Plotegher;

1º Tesoureiro: Mário Zancheta Sobrinho; 2º Tesoureiro: Reolando Silveira Filho;

Coordenação Animação Vocacional: Maria Aparecida Faustino (Mara);

Coordenação Presença no Mundo (antigo Codhjupic): Aristeu Bertelli;

Coordenação SEI: Regina Maria de Paiva Pirolla;

Secretário Fraterno da JUFRA: Douglas Alves dos Santos Nascimento;

Animador Fraterno da JUFRA: Eric Gonçalves;

Representante OFS/FFB: Maria Nascimento Silva;

Assistente Regional Espiritual: Frei José Carlos Correa Paz, TOR;

Assistente Regional Espiritual: Frei José Maria Maia de Lima,OFMCap;

Assistente Regional Espiritual: Frei Rogério Pereira Xavier,OFMConv;

Assistente Regional Espiritual: Frei Anacleto Luiz Gapsky;

Assistente Espiritual da JUFRA: Frei Alexandre Patucci, OFMConv;

Conselho Fiscal:

Conselheiro Efetivo: Aluisio Victal; Conselheiro Efetivo: Aldevir Francisco Brunini; Conselheiro Efetivo: Samuel da Collina Júnior; Conselheira Suplente: Tânia Magri Fogarin;

Conselheiro Suplente: Ricardo Campane; Conselheira Suplente: Creusa Maria da Silva;

Assessor Jurídico: Dr. Alberto Benício dos Santos;

Comunicação: Oswaldo Cruz; Claudete Leutz Martins; José Edson da Silva Diniz



Administração do Regional Sudeste III – São Paulo – Largo São Francisco, 181 – 5º andar – sala 2
01005-010 – São Paulo/SP – E mails: ofssp@ig.com.br - ofssudeste3@gmail.com
Site: www.ofssudeste3.org 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Jornada Franciscana/2013

A Jornada Franciscana é o Encontro dos Franciscanos e Franciscanas das três Ordens e de todas as Congregações, dos simpatizantes pelo ideal de São Francisco e Santa Clara, dos que amam a Paz e lutam pela Fraternidade de todos os seres.

A primeira Jornada Franciscana realizou-se por ocasião do 8º Centenário do Nascimento de São Francisco de Assis. São 32 anos ininterruptos de encontros e de reflexão sobre a presença Franciscana em São Paulo.

O Ano da Fé, a Espiritualidade Franciscana e o Documento Lumen Fidei fornecerão o assunto para nossa reflexão neste ano:

Tema: UM JEITO FRANCISCANO DE VIVER A FÉ

Assessoria: Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM

Data: 22 De Setembro de 2013

Horário: Das 8h00 às 16h00

Local: Colégio Nossa Senhora Aparecida (CONSA) – Avenida Juriti, 368 – Moema/SP

PROGRAMAÇÃO

08h00 – Café
08h30 – Celebração Eucarística (introdução do tema)
09h45 – Pequeno intervalo
10h00 – 1ª parte da palestra de Frei Vitório
11h00 - Cafezinho
11h30 – 2ª parte da palestra de Frei Vitório

12h30  - Almoço comunitário

13h30 - Retorno aos trabalhos
14h30 – Apresentação teatral (Mara/OFS) e Oração final

OBSERVAÇÕES FINAIS:

1.  COLABORAÇÃO: Para ajudar nos custos do evento, faremos uma rifa, mas os participantes poderão dar  uma colaboração espontânea e doar brindes para a rifa.

2.  ALMOÇO COMUNITÁRIO: Traga frutas, refrigerantes ou sucos, salgados e doces para partilhar.

NOTA: VAMOS COLABORAR COM O MEIO AMBIENTE. TRAGA SUA CANECA OU SEU COPO PARA EVITAR O DESCARTÁVEL.
FFB-SP Jornada Franciscana 

http://www.franciscanos.org.br

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nunca mais a guerra! A paz é um dom muito precioso, que deve ser promovido e tutelado!



"Nunca mais a guerra! A paz é um dom muito precioso, que deve ser promovido e tutelado”, disse o Papa Francisco no Ângelus totalmente dedicado à paz.

O papa Francisco dedicou o Ângelus deste domingo, 1º de setembro, ao tema da paz, recordando os tantos conflitos em diversas partes do mundo, no Oriente Médio e em especial na Síria. O pontífice disse estar “profundamente ferido” pelo que está acontecendo na Síria, naquele “martirizado país” e em outros locais de conflito e por isto convocou um Dia de Oração e Jejum para 7 de setembro, convidando a todos cristãos, fiéis de outras religiões e não-crentes.

“Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom muito precioso, que deve ser promovido e tutelado”, disse o papa. “Com uma angústia crescente o grito da paz eleva-se de todas as partes da Terra, de todos os povos, do coração de cada um, da única grande família que é a humanidade”, continuou.

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Irmãos e Irmãs,

Paz e bem!

Na próxima sexta-feira dia 06/09/13, será nossa Noite de Vigília nas Chagas.

Frei Gustavo Medella, OFM, nosso Assistente espiritual presidirá a Celebração Eucarística ás 20 horas, dando início à noite de Vigília.

Ela vem ao encontro do apelo do Papa Francisco para o Dia de oração e jejum no dia 07 de setembro para a PAZ.

Convido a todos os irmãos para que estejamos juntos como Fraternidade, unidos em oração pela Paz na Síria, no mundo muçulmano, pela paz no mundo!

Rezemos pela paz em nossas famílias! Em nossos locais de trabalho, em nossa Fraternidade, em todas as circunstâncias de nossas vidas!

Rezemos pelas grandes dificuldades da Ordem Franciscana Secular.

Rezemos uns pelos outros!

Fraternalmente,

Maria Nascimento

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MENSAGEM AOS ASSISTENTES ESPIRITUAIS DA OFS


"Em sinal concreto de comunhão e de co-responsabilidade, os Conselhos, dos diversos níveis, solicitarão aos Superiores das quatro Famílias Religiosas Franciscanas, às quais desde séculos a Fraternidade Secular está ligada, religiosos idôneos e preparados para a assistência espiritual, favorecendo a fidelidade ao carisma e a observância da Regra” (Regra e Vida da OFS)


Comemoramos em todas as Fraternidades da OFS e JUFRA, no primeiro domingo de setembro, o Dia Nacional do Assistente Espiritual.

Assim, numa demonstração de gratidão, queremos expressar o nosso apreço e o nosso carinho por esses irmãos e irmãs, que cuidam das Fraternidades Locais, Regional e Nacional, testemunhando a consciência de pertença e amor à grande família que formamos: herdeiros legítimos de Francisco e Clara de Assis.

A minha saudação aos frades da Primeira Ordem e da TOR e, às Irmãs Religiosas Franciscanas é de gratidão e de súplicas ao Pai, para que sempre os cumule de bênçãos e graças pelo trabalho pastoral que realizam na OFS e na JUFRA, para que os irmãos e irmãs mantenham-se fiéis ao carisma franciscano, “sem perder de vista o ponto de partida”.

Junto as minhas orações, nesse momento, a tantas Fraternidades que ainda caminham com dificuldades pela falta de assistência e, que necessitam de maior atenção e cuidado para que não se percam no “caminho da santa vocação”. Talvez, seja este, o maior desafio que teremos de enfrentar em mais esse triênio, no Regional Sudeste III - SP.

Juntos, peçamos ao Senhor mais operários para a messe.



Meu abraço fraterno,
Denize Aparecida Marum Gusmão
(Ministra Regional)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

GRATIDÃO

O Senhor, na sua infinita bondade, me deu a graça de servir na missão de coordenar os trabalhos deste Regional, numa caminhada de três anos, no empenho de intensificar sempre mais a atualização das Fraternidades Locais.

Todas as alegrias, tristezas, sonhos, desafios vividos me deram a sensação do dever cumprido. É natural que nada fiz sozinha. Tive sempre a força do Deus Trindade e dos irmãos e companheiros de trabalho, em particular os que estavam ao meu lado no dia a dia.

E no espírito do peregrino de Assis, buscamos neste período, nos aproximar das Fraternidades, deslocando-nos geograficamente para realizar nossos encontros, visitas, tendo a oportunidade de um contato mais direto com os irmãos e irmãs, ouvindo, exortando, orientando e corrigindo fraternalmente.

Os laços de união fraterna estreitaram-se. Sentimo-nos mais íntimos uns dos outros, pois pudemos partilhar da casa, do convívio familiar, da mesa que nos alimentou, da cama que descansou o corpo e o espírito com a amizade gratuita, simples, alegre e acolhedora. Senti na companhia, nas palavras, nos gestos, e até mesmo na ausência, expressões de amor e fraternidade.

O carisma franciscano, toda essa convivência, a participação, o conhecimento de tantas realidades diferenciadas e de tantos irmãos e irmãs foram dimensões inesquecíveis.

Caminhamos entre luzes e sombras, como todo serviço prestado em favor do Reino e dos irmãos. Mas temos a certeza de que iluminados pela vida e pela obra de Santa Clara não deixaremos que as sombras apaguem a missão que nos foi confiada, neste período restante do triênio.

Como Fraternidade Regional, fizemos todo o esforço possível para levar adiante nossa querida OFS. Vivemos momentos de trabalho intenso. Exemplo disso foi a preparação do Capítulo Geral em 2011, como durante todo o evento, foi muito exigente, mas gratificante, particularmente pela colaboração e disposição de muitos irmãos e irmãs.

Buscamos incansavelmente acertar, alimentando com as luzes do Espírito Santo os ideais de Francisco e Clara de Assis, mantendo viva a chama da nossa vocação e procurando “não perder de vista o ponto de partida”.

Concluindo este relatório, desejo manifestar minha gratidão a todos os membros do Conselho, por todo o trabalho que realizaram nestes três anos, muitas vezes silencioso, mas sempre fecundo, um verdadeiro trabalho apostólico.

Peço a Deus que ajude os irmãos e irmãs que agora estarão comigo a serviço da Fraternidade Regional por mais três anos, para que possamos continuar experimentando a presença amorosa do Deus Altíssimo, conduzindo o nosso caminhar, no crescente empenho de construir o seu Reino, em união com toda a família de Francisco e Clara de Assis.

Fraternalmente,

Denize Aparecida Marum Gusmão
(Ministra Regional – OFS Sudeste III SP)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CAPÍTULO REGIONAL/2013




“Ser irmão significa não querer dominar, mas servir. Francisco fará do mútuo serviço, vivido na minoridade, na igualdade, na simplicidade, na humildade, um dos fundamentos da fraternidade” (Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM).


A Fraternidade Regional Sudeste III – SP, encerrando a caminhada do triênio 2010 - 2013, realizará seu Capítulo Ordinário Eletivo de 16 a 18 de agosto de 2013, no Centro Santa Fé / SP.

Será sem dúvida, um momento privilegiado para nós franciscanos seculares, porque nessa oportunidade se farão presentes os representantes de todas as Fraternidades da Região Sudeste III. A IV Admoestação de São Francisco, assim expressa o pensamento a respeito dos serviços fraternos: “Não vim para ser servido, mas para servir, diz o Senhor. Aqueles que foram constituídos acima dos outros se gloriem tanto deste ofício de prelado como se tivessem sido destinados para o ofício de lavar os pés dos irmãos. E se mais se perturbam por causa do ofício de prelado que lhes foi tirado do que por causa do ofício de lavar os pés, tanto mais ajuntam para si bolsas para perigo da alma” (IV Adm).   

A presença de cada membro convocado é de suma importância, pela função de representação que exerce, pela participação que todos devem ter, principalmente para elegermos o novo Conselho Regional, bem como a apresentação do Relatório como cumprimento de nossa missão no triênio.

O tema geral do Capítulo será: 

OFS: Desafios para o Mundo de Hoje 

Com o Lema:

O novo Pedro quer restaurar a Igreja com Francisco

Confiantes no auxílio do Espírito Santo, Ministro Geral da Ordem, convido a todos os irmãos e irmãs a rezarem pelo bom êxito do Capítulo. A intercessão de São Francisco, Santa Clara, Santa Isabel da Hungria e a proteção de Maria, Senhora dos Anjos, nos ajudem a manter acesa a “chama da nossa vocação”, pois hoje somos nós que temos a missão de tornar realidade, no mundo, aquilo que São Francisco esperava dos “irmãos e irmãs da penitência”.

Fraternalmente
Denize Aparecida Marum Gusmão
Ministra Regional
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ORAÇÃO PELO CAPÍTULO REGIONAL ORDINÁRIO ELETIVO
Região Sudeste III – SP
De 16 a 18 de Agosto de 2013


Jalile  Yared Barros Sene
Conselheira Regional 2º Distrito  

Todos
: Senhor, nosso Deus, que nos chamais à vocação franciscana, para seguir-vos na vivência do Evangelho de vosso Filho Jesus, queremos apresentar-vos, ansiosos, nosso propósito de estarmos sempre caminhando atentos aos ensinamentos e conselhos do novo Pedro, que hoje dirige nossa Igreja, para que fortalecidos, superemos os desafios que hoje o mundo nos apresenta e, imitando São Francisco, nosso Pai Seráfico, possamos juntos restaurá-la no mundo inteiro.

Homens: Senhor, que saibamos trazer o vosso Filho Jesus em nossos corações, para olharmos para os irmãos, sem perceber raça, credo ou cultura, mas, apenas com a certeza de que Ele habita no coração de todos, mesmo que muitos ainda não o tenham percebido.

Mulheres: Que este olhar, Senhor, seja revestido de imparcialidade para conquistarmos o direito de levar a todos o Evangelho, fazendo com que seu nome seja conhecido, respeitado e adorado, com todo o poder, honra e louvor do qual sois merecedor.

Homens: Que saibamos fazer com que todos sintam que sois o Bem, o Sumo Bem e todo o Bem e, descobrir assim, como é bom estar intimamente ligado a vós, mesmo com nossas limitações, buscando viver com intensidade a vossa Palavra para transformarmos nossas Fraternidades em Fraternidades vigorosas e cheias de energia cristã.

Mulheres: Que saibamos viver a prática do diálogo, o cultivo do amor fraterno, o compromisso com a oração, para que tudo isso se traduza em ação apostólica madura e forte. Que sejamos um só, a exemplo da Santíssima Trindade, tendo uma respeitosa e alegre cumplicidade na grande Família Franciscana, testemunhando a plenitude do Amor de Deus.

Todos: Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor, pela interseção de Nossa Senhora dos Anjos, nós vos pedimos, que nos ajude a sermos fiéis à Igreja, vivendo a REGRA, amorosamente preparada por São Francisco, que humano como nós, mostrou-nos que tudo é possível quando nos colocamos nas mãos de Deus. Abençoai os irmãos e irmãs que serviram a Fraternidade Regional no mandato que se encerra e ilumine com o vosso Santo Espírito os que forem escolhidos para dar prosseguimento ao serviço de lavar os pés, para o revigoramento das Fraternidades. Que vivamos, em fim, com real amor o ideal abraçado no dia de nossa Profissão.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PORCIÚNCULA, MÃE E MESTRA DE FRANCISCO


“No calendário litúrgico franciscano, o dia 2 de agosto é dedicado à celebração da Festa de Nossa Senhora dos Anjos, popularmente conhecida como "Porciúncula.

Lugar frontal para a nossa mística. Santa Maria dos Anjos: berço da fraternidade! Ali começou a vida e o amor mútuo. Um santuário mariano-franciscano, lugar santo, dos mais frequentados em todo o mundo. É um espaço para rezar, refletir, purificar, encher-se de graça e iniciar novamente o caminho.

Se Assis é a “capital do espírito”, Porciúncula é um lugar necessário a toda humana criatura de nosso tempo: uma etapa, uma luz sobre o caminho. Ali emana um único fascínio: a mensagem pulsante do Evangelho, alegria, serenidade, simplicidade, fidelidade, pobreza...”(Frei Vitório Mazzuco,OFM)

Muitas são as passagens da vida de Francisco ligadas a Santa Maria dos Anjos. Uma delas relaciona-se ao chamado vocacional. Francisco estava no terceiro ano de sua conversão, mas ainda sem conhecer precisamente a própria vocação. Habituara-se a morar na Porciúncula já que ninguém mais cuidava dela. Põe-se então a cuidá-la e reformá-la., grande era sua devoção à Mãe de toda a Bondade. E foi justamente lá, em Santa Maria dos Anjos que sua vocação floresceu. A leitura do Evangelho do envio, proclamado na Missa de São Matias, iluminou Francisco.

A “Pequena Porção”, descuidada de todos só não desabava, porque o Pai a sustentava. E Francisco é prático! Imediatamente, põe mãos à obra! E à medida que Francisco se envolve na restauração, ele vai descobrindo e assumindo um novo modo de ser e de estar na vida e nos acontecimentos dos necessitados como o Pai.

Assim, a Santa Maria dos Anjos, abandonada e necessitada, torna-se mestra, a regra e a vida de Francisco. Ele mesmo a chamava de berço e mãe de toda a Ordem, por sua humildade e altíssima pobreza.

Na Festa de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula, desejo que tenhamos pelas nossas Fraternidades a mesma paixão que Francisco tinha pela sua Porciúncula e peço à Rainha e Senhora dos Anjos abundantes graças e proteção para cada um dos irmãos e irmãs.       

Fraternalmente,

Denize Aparecida Marum Gusmão
(Ministra Região Sudeste III – SP)

terça-feira, 25 de junho de 2013

ENCONTRO NACIONAL DE FORMADORES/2013



            “OFS: FAMÍLIA, JUVENTUDE E COMUNICAÇÃO” foi o tema do Encontro Nacional de Formadores, realizado de 14 a 16 de junho de 2013, em São Paulo, no Centro de Formação Sagrada Família. O Encontro foi aberto na sexta-feira a noite, pela Coordenadora Nacional de Formação, Maria Bernadette Nabuco do Amaral Mesquita e com a exortação do Ministro Nacional Antonio Benedito da Silva Bitencourt, a todos os participantes.
            Além de abordar as Prioridades do Capítulo Nacional de Brasília, para o Triênio 2012-2015, Família, Juventude e Comunicação, cada assunto do tema geral foi trabalhado com palestras e mesas de debates.
            O tema da Família foi encaminhado pelo Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM; o da Juventude pela Sub-Secretária Nacional da JUFRA, Ana Carolina Miranda e o da Comunicação por Rosalvo Gonçalves Mota, OFS.
            Além dos temas propostos, tivemos no sábado a noite, a Animação Vocacional, conduzida pela Coordenadora da Animação Vocacional do Regional de São Paulo, Maria Aparecida Faustino (Mara).
            Encerramos o Encontro com as Orientações para as Visitas Fraterno Pastorais e Capítulos Eletivos, em todos os níveis. Esse momento foi trabalhado pela Ministra Regional de São Paulo, Denize Aparecida Marum Gusmão.
            A Avaliação do Encontro foi positiva e seus objetivos alcançados. Tivemos uma boa participação dos Regionais, com excelente qualidade, por parte dos palestrantes e componentes das “mesas redondas”, como também, por parte dos participantes.
            Todo o Encontro foi assessorado pela Coordenadora e pela Equipe Nacional de Formação:
Maria Bernadette Nabuco do Amaral Mesquita
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Rosalvo Gonçalves Mota
Maria Aparecida Crepaldi
Denize Aparecida Marum Gusmão
César Galvão
Ana Maria Rodrigues de Lima
Maria Aparecida Faustino
Ana Carolina Miranda

Fizeram parte da Equipe de Coordenação e Animação do Encontro
Cleide Aparecida Marchi
Rute Brustolin Nieri Vieira
João Freire Neto

Deus seja louvado por mais esse encontro de fé, alegria e fraternidade,
no desejo de Ordem mais vibrante e comprometida.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

DOIS CONVITES MUITO IMPORTANTES

Convite 1

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Convite 2

Paz e Bem, irmãos e irmãs! 

"Cristo, pondo toda a sua confiança no Pai, embora apreciasse atenta e amorosamente as realidades criadas, escolheu para Si e para sua Mãe uma vida pobre e humilde, assim, os franciscanos seculares procurem, no desapego e no uso, um justo relacionamento com os bens temporais, simplificando as próprias exigências materiais; estejam, pois, conscientes de que, segundo o Evangelho, são administradores dos bens recebidos em favor dos filhos de Deus.
Assim, no espírito das “Bem-aventuranças”, se esforcem para purificar o coração de toda inclinação e avidez de posse e de dominação, como “peregrinos e forasteiros” a caminho da casa do Pai" (Regra 11 OFS).

Bom dia! Que esse dia seja maravilhoso para todos!
Lembro que amanhã, quinta feira dia 20 de junho, às 19:30h a Fraternidade Santa Clara de Sumaré / SP fará a Leitura Orante da Bíblia no Centro Comunitário São Benedito. Faça um esforço especial para estarmos rezando juntos, os de perto e os de longe.
Vejam como se faz a Leitura Orante da Bíblia e o texto   preparado  no site:

O Senhor vos dê a Paz!  Luizinho,ofs

quarta-feira, 24 de abril de 2013

REUNIÃO DA EQUIPE DE FORMAÇÃO NACIONAL


No dia 20/04, reuniu-se na sala da secretaria Regional de São Paulo, no Largo São Francisco/SP, a reunião da Equipe Nacional de Formação Integrada. 

Estiveram presentes: Maria Bernadette Amaral Mesquita (Formadora Nacional da OFS e coordenadora da Equipe), Frei Almir Guimarães (Assistente Nacional), Rosalvo Gonçalves Mota (Ministro Fraternidade S. Clara/SP), Maria Aparecida Crepaldi (Conselheira Internacional), Denize Aparecida Marum Gusmão (Ministra Regional/SP), César Galvão (Coord. Regional de ormação) e Ana Maria Rodrigues de Lima (Formadora Fraternidade Valongo / Santos) e Ana Carolina Miranda (Subsecretária Nacional de Formação/Jufra).

Discutiu-se a situação da assistência espiritual às fraternidades locais, a reedição do livro Documentos e Vida em Fraternidade, o espaço para a formação no site do Nacional da OFS, os próximos artigos para a Revista Paz e Bem, entre outros. 

O ponto alto foi a preparação para o Encontro Nacional de Formação, a ser realizado entre os dias 14 e 16 de junho próximo, no Centro de Espiritualidade Sagrada Família, no bairro Ipiranga, em São Paulo. 

O encontro terá como tema: "Ordem Franciscana Secular: Família, Juventude e Comunicação" e são convocados Ministros Regionais, Coordenadores Regionais de Formação, Assistentes Regionais e Animadores Fraternos Regionais.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Feliz Páscoa - Jesus Vive

Queridos Irmãos e queridas Irmãs, Aleluia!


O Senhor Ressuscitou e está no nosso meio! 

“Entrando no túmulo, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24,3). O túmulo vazio torna-se evidente prova de que o Senhor da vida não poderia jamais estar submetido ao poder da morte, que a luz não poderia ser aniquilada pelas trevas. Pelo contrário, a luz dissipa as trevas, a vida brota onde acontece a morte.

Se o grão de trigo não morrer... 


“A quem procurais? Ele não está mais aqui. Ressuscitou”. O Senhor da

Vida estava morto. Agora vive e triunfa. Cristo ressuscitara. Abrindo seu túmulo, abriu também o de todos nós. Isto dá um novo sentido à existência humana. A morte, como que domesticada, perdeu sua agressividade, seu poder. A partir daí, ela se tornou caminho para a vida em plenitude.

Se o grão de trigo não morrer... 


Pedro e João “viram e creram”. Eles percebem os sinais: sepulcro vazio, os lençóis dobrados, a notícia levada por Madalena. A comunidade primitiva de Jerusalém tinha consciência muito viva da presença do Cristo Ressuscitado.

Não mais uma presença visível, mas uma presença vivida e sentida pelos olhos do coração cheio de fé. Tem a Igreja a incumbência da continuação das atividades apostólicas, manifestando o Cristo ressuscitado ao mundo de hoje tão marcado pela morte.

É a partir da Ressurreição de Cristo que São Francisco pode chamá-la de irmã. Estabelecendo uma relação fraterna com a morte, Francisco mostra que ninguém melhor do que ele compreendeu a ressurreição do Senhor: é morrendo que se vive para a vida eterna.

Se o grão de trigo não morrer... 


Alegremo-nos com a Ressurreição de Jesus e peçamos que Ele nos ajude na vivência do discipulado, a fim de nos tornarmos cada vez mais humanos, fraternos e solidários.

Na alegria do Cristo ressuscitado o Conselho Regional SP, deseja a cada irmão e irmã em sua Fraternidade uma Feliz e Abençoada Páscoa!

Denize Aparecida Marum Gusmão